terça-feira, 3 de junho de 2008

Factos da História



A Mumificação


Durante 3000 anos, os reis egípcios e as pessoas de grandes riquezas, eram mumificadas, a preservação de um corpo. A mumificação demorava cerca de 70 dias a completar-se, neste processo os órgãos eram tirados do corpo.
O corpo era untado com óleos perfumados e era enrolado em diversas camadas de linho, ficando em múmia.
A mumificação passava por vários processos:

- No corpo era aberta uma cavidade na zona abdominal para se retirar os órgãos vitais, o fígado, os rins, o estômago, os intestinos e o coração e eram postos em vasos canopos, vasos com tampa em forma de caras de deuses egípcios. Era deitado um líquido ácido pelas narinas passando pelo cérebro derretendo-o. Após o derretimento eram retirados os pedaços de cérebro que tinham sobrado a partir de uma pinça de metal.

- O cadáver era colocado num túmulo. Era lhe deitado sal com o objectivo de o desidratar e matar as suas bactérias.

- Depois de desidratado, o corpo era coberto com perfumes, pedaços de madeira e por fim os egípcios punham textos sagrados escritos em hieróglifos.

- Após estes processos, o corpo era enrolado em tiras de linho. Dentro destas faixas, eram postas jóias, anéis, amuletos e diamantes preciosos.

- Depois da múmia estar finalizada, o corpo era colocado dentro de um sarcófago em ouro e era levado para pirâmides para ser conservado. Ainda houveram casos em que o sarcófago com a múmia dentro, eram postos exactamente no meio das pirâmides


Graças a este processo de conservação, ainda hoje é possível identificar a causa de morte, com autópsias.



Os Deuses Egípcios

● Anúbis

Anúbis era o deus egípcio mais temido por todos, era conhecido por deus do sub mundo e do embalsamento.
Anúbis controlava as mumificações e protegia os mortos para o que os antigos diziam ser “o outro mundo”
Acreditava-se, que tinha sido ele a preparar a múmia de Osíris, o rei do “outro mundo”. Os sacerdotes que mumificavam os mortos, utilizavam máscaras de chacal durante os rituais. Há alguns anos, foi encontrado um túmulo com uma estátua do deus Anúbis.
Alguns egiptologistas afirmavam que a espécie do “animal de Anúbis” era completamente desconhecida.
As cidades dedicadas a este Deus eram especialmente conhecidas pelos milhares de múmias e por cemitérios de cães.



● Hórus

Hórus era considerado o Deus falcão, por ser representado sob a forma de um pássaro.
Hórus, o Deus do Céu e da realeza, era o principal protector do Faraó.
O seu nome significa “ Aquele Que Está Muito Longe”. É fácil perceber porque razão é que os egípcios escolheram um falcão. Entre os pássaros, o falcão é o Rei. Antigamente, os egípcios pensavam que cada Faraó era a encarnação de Hórus sendo chamado “Hórus Vivo”.
Acreditava-se que os seus 4 filhos guardavam a múmia de Osíris.











● Ámon

A princípio Ámon era considerado o deus do ar e da mitologia grega, porém, quando o Egipto se tornou num império, Ámon ficou conhecido por “o Rei dos Deuses”. Tutankhamon, o Rei mais conhecido do Egipto, cujo o nome significava a imagem viva de Ámon, tornou-o o Deus mais importante no Primeiro Período Intermediário.
Ámon era representado pela forma de homem com barba postiça de pele negra ou celeste.
Os animais associados a este Deus eram o ganso e o carneiro.
A sua cabeça tinha duas plumas grandes, cada uma destas plumas estava dividida na vertical formando duas secções que reflectiam o rio Nilo com o Deserto e a Vida com a Morte.



Tot

Tot era o Deus da sabedoria, um Deus importante, sábio e era Ele que escrevia os inquéritos das pessoas que tinham morrido, por ser o mais esperto. Era representado por uma máscara de animal com um bico. Muitos cientistas afirmam que este Deus representava Íbis, a ave que lhe estava consagrada. Era conhecido pelo Deus da Lua e tinha a seu cargo a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros. Dizia-se que era o conselheiro de Tutankhamon por ser o mais sábio dos Deuses.





Rá era considerado o antigo Deus do Sol porque para os antigos egípcios o sol era o que fazia crescer os alimentos para a população e principalmente para o Rei. A representação de Rá era na forma de um homem com cabeça de pássaro, tendo um disco solar e uraeus, serpente sagrada que cuspia fogo, destruindo assim, os enimigos de Rá. Como habitual de todos os Deuses, Rá segurava na sua mão direita ankh, o símbolo que distiguia os Deuses das suas falsificações.

João Tavares nº9 e Nuno Martins nº 18

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